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fatos
Paraguaçu Paulista /SP - Brasil




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Publicado em 03 de outubro de 2017
Saudades...
Às vezes Me bate uma saudade quando eu ia cortar cabelo numa barbearia na Rua caramuru o barbeiro era um senhor baixinho que só andava nos trinques de terno e gravata. As vezes eu chegava sentava na cadeira e ficava ouvindo as conversa dos adultos. Naquele tempo a barbearia um templo sagrado para os homens. O espaço era ponto de encontro para homens cortarem o cabelo e fazerem a barba à navalha enquanto fumavam seus charutos e conversavam sobre assuntos como política, esportes, atualidades, e, claro, mulheres, o babado era grande quando os comentários era sobre alguma mulher comprometida que tinha pulado a cerca. Sempre aos sábados minha mãe me dava o dinheiro e dizia: “vá ao barbeiro cortar esse cabelo porque cabelo comprido e coisa de malandro”. Quando chegava minha vez o barbeiro limpava os cabelos que ficava na cadeira com uma batida de mão e mandava eu me assentar Ele levantava a cadeira para ficar na altura de seus olhos; ele punha o avental; borrifava o cabelo com água e começava a tosa. Ao final do corte o pé do cabelo era feito com uma navalha afiada. O que mais tinha aqui era barbearia depois passei a cortar cabelo com seu João Barbeiro sua barbearia era no começo da Avenida Paraguaçu antes de fazer o pé do cabelo ele afiava a navalha aquilo me dava até um calafrio ele era Santista e ficava furioso quando seu time perdia. Era ai que morava o perigo sempre um freguês alertava: “ olha cuidado com a navalha porque o Santos perdeu”. Era muitas as barbearias que tinha em Paraguaçu mas com o surgimento da lâmina de barbear descartável, este tipo de espaço foi perdendo mercado e se tornando algo cada vez mais raro em Paraguaçu . Isso fez com que muitos homens tivessem que se render ao salão unissex, com cheiro de formol, revistas Contigo e o eterno papo sobre novela. Para matar saudade estou publicando uma foto de 1922 da barbearia Salum. Uma coisa é certa a barba feita na navalha dura mais e deixa a pele bem mais macia.
Por Paulo James

Publicado em 16 de Outubro de 2017
Um dos crimes mais cruéis em Paraguaçu Paulista, aconteceu no ano de 1961
Hoje vou relembrar um dos crimes mais cruéis de Paraguaçu ocorrido em 1941 que ficou conhecido na época como o crime do poço ocorrido no Ribeirão Grande um bairro Rural de nossa cidade
O ano era de 1941, morava na cabeceira do Ribeirão Grande a família Galatto, o patriarca da família era José Galatto conhecido na redondeza por José Italiano, por ser descendente de imigrante vindo da Itália, José era homem rude, analfabeto, mas alimentava um sonho em um dia plantar em suas próprias terras, ele trabalhava como arrendatário de terras e era um plantador de algodão. José Galatto, casado com Marieta Borelli Galatto o casal tinha cinco filhos, o mais velho chamava Pedro 26, Sebastião 24, Maria de Lurdes 23, Rita de Cássia 20 e a caçula Isabel 14 anos na época. Isabel era uma menina alegre, com um sorriso espontâneo e que gostava de brincar com todo mundo. Estava sempre ajudando sua mãe Dona Marieta, mas principalmente na época da colheita do algodão onde seu pai contratavam mão-de-obra que vinha de fora para ajudar na colheita de algodão no sítio, o serviço era acertado livre do pouso e da alimentação. A caçula dos Galatto quando não estava ajudando a mãe na cozinha gostava de galopar a cavalo pelos carreadores das plantações de algodão, principalmente no cair da tarde. Muitas das vezes ela tinha a tarefa de ir sozinha a Paraguaçu comprar querosene, sal ou alguma coisa que faltava no sítio. Aquele ano de 1941 o clima havia favorecido a colheita que deu uma excelente safra , o agricultor estava contente ia dar pagar as suas contas e realizar o seu sonho de adquirir um pedacinho da chão . Como era de costume no final de cada colheita, ele oferecia uma festa para os trabalhadores para comemorar a colheita. Na véspera da festa ele fazia o pagamento dos trabalhadores, depois era oferecido um almoço e a noite encerrava com um churrasco e um baile, mandava vir um sanfoneiro especialmente para tocar na festa. Uma enorme barraca era montada e além dos trabalhadores que havia trabalhado na colheita ele convidava as famílias vizinhas e o baile ia até amanhecer o dia. Naquele ano não foi diferente a festa foi realizada com grande sucesso. Na véspera mataram uma novilha e no dia da festa Isabel ajudou sua mãe e servir o almoço para todos os trabalhadores. Quando foi por volta das quatro horas da tarde sua mãe sentiu falta da menina, mas como o cavalo também não estava no colchete ela pensou que ela devia estar cavalgando com seu cavalo, como fazia todas as tardes. Começou a escurecer e nada de Isabel aparecer, o sanfoneiro que ia tocar no baile já tinha chegado os vizinhos também já estava chegando os trabalhadores que esperava para se divertir. Já era escuro quando avistaram o cavalo que era de Isabel, estranhamente voltando para a casa sem a menina. Logo todos concluíram que havia acontecido alguma coisa. Imediatamente acabou o clima para festa, o baile foi suspenso e começou uma busca por todo o Ribeirão Grande atrás da garota. Os vizinhos saíram a procura chamando pelo nome no meio da roça, pastos e matas e nada. Amanheceu o dia e nem um sinal da menina Isabel. Foi quando notaram a falta de um dos trabalhadores que trabalhou na colheita aquele ano. O rapaz ninguém sabia o nome completo pois era estranho na região só chamavam de Mineirinho calculava se que ele na época tivesse de 35 a 40 anos. Os Galatto também sentiram a falta de um de seus animais, um cavalos que não foi encontrado no pasto, mas logo desconfiaram, Isabel nunca tinha galopado em animal que não fosse o dela. A policia foi avisada em Paraguaçu, foi descoberto que Mineirinho tinha comprado uma passagem de trem na estação de Paraguaçu e partiu para São Paulo, a policia tentou interceptar o trem, mais sem nenhum sucesso eles acredita que Mineirinho desceu em alguma outra estação. No sitio a busca continuava sem sucesso; 4 dias havia se passado. Dona Marieta acendeu uma vela para Santa Rita de Cassia sua Santa de devoção que ajudasse a encontrar sua filha querida. Dois trabalhadores que ia para roça ao passar por uma casinha velha de madeira abandonada, que ficava vizinho do sitio dos Galatto sentiu um forte cheiro que vinha de lá, movido por uma curiosidade não demoraram para descobrir que o mal cheiro vinha de um poço abandonado. Um dos trabalhadores com um auxilio de uma corda e uma tocha na mão desceu até o fundo do poço sem agua e para sua surpresa estava no fundo do poço o corpo da jovem Isabel Galatto em estado de decomposição. A policia foi chamado o copro da menina despido e a policia concluiu que ela foi esganada e jogada dentro do poço, mas antes seu agressor o violentou. Uma semana depois o cavalo que o assassino fugiu foi localizado pela polícia pra cima do burrinho onde hoje é o loteamento. O assassino nunca foi encontrado, mas seu pai disse que acreditava na justiça divina que iria dar o castigo que ele merecia.
Por Paulo James

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